De forma anônima, por receio de represálias, funcionários do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Juazeiro (BA)

De forma anônima, por receio de represálias, funcionários do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Juazeiro (BA)
De forma anônima, por receio de represálias, funcionários do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Juazeiro (BA) divulgaram uma carta aberta à sociedade, em que chamam atenção para um cenário de intimidações pelo qual estão sofrendo.
Confiram a íntegra da carta:
Nós, trabalhadores do Departamento de Polícia Técnica de Juazeiro, decidimos tornar público um pedido de socorro.
Escrevemos de forma anônima porque temos medo.
Medo de perseguições, avaliações negativas, prejuízos funcionais, processos administrativos, demissões e outras possíveis formas de retaliação, incluindo perseguição. Entre nós existem servidores efetivos, servidores em estágio probatório, contratados pelo REDA, terceirizados e trabalhadores da limpeza. Muitos gostariam de falar, mas sentem que não podem.
O que estamos vivendo no ambiente de trabalho precisa ser conhecido e, principalmente, apurado por órgãos competentes.
Nos últimos tempos, o ambiente do Departamento passou a ser marcado por um clima que muitos de nós consideramos hostil e intimidatório. A sensação é de que não existe espaço seguro para discordar, questionar decisões ou simplesmente apresentar uma dificuldade sem receio das consequências.
Pequenos erros ou situações corriqueiras de trabalho são, segundo relatos de trabalhadores, tratados de maneira desproporcional, criando um ambiente permanente de tensão. Trabalhadores que foram chamados nos últimos dias, na sala da coordenação, foram vistos aos prantos.
Também existe uma percepção generalizada de dificuldade de diálogo com a coordenação. Muitos servidores relatam que não se sentem à vontade para apresentar opiniões divergentes ou questionar determinadas decisões. A comunicação, em algumas situações, é percebida como imprevisível e seletiva, o que aumenta a insegurança de quem depende da avaliação de seus superiores.
Mais informações no blog Carlos Britto.