O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União), negou disputa interna na federação estadual União Progressista
O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União), negou disputa interna na federação estadual União Progressista. Duranteg entrevista ao podcast Dose Dupla, exibido na última terça-feira (30), Miguel declarou que as divergências e conflitos existentes são naturais do processo eleitoral, como também voltou a reafirmar seu nome na disputa pelo Senado Federal.
"Não tem disputa. São dois projetos legítimos. Até porque, quando se trata de uma federação de dois partidos grandes, que é o nosso caso, do União Brasil junto com o PP, é óbvio que vai ter divergências e conflito de interesses naturais de um processo. Ainda mais de uma eleição geral, como é essa que a gente vai enfrentar a partir de agosto próximo. Então, o meu projeto de ser candidato é legítimo e está de pé", disse.
Na ocasião, Coelho ressaltou que as legendas não têm poder de veto sobre a outra e não descartou a possibilidade de ele e Eduardo da Fonte (PP), escolhido durante reunião da executiva estadual para o Senado, disputarem as eleições para o mesmo cargo.
"O PP sabe muito bem que não tem poder de veto sobre o União, como nós também não temos poder de veto sobre o PP, e que são duas vagas. Então, se são duas vagas, podem ter até dois candidatos. Eu não tenho problema nenhum de disputar no voto contra ou junto com Eduardo da Fonte, ou junto com qualquer outro, até porque a eleição é de Senado, é uma eleição majoritária, mas não é um contra o outro".
Ainda segundo Miguel Coelho, Eduardo da Fonte teria alegado que a reunião não produziria efeitos legais. "Era mera deliberação interna da federação", declarou. Apesar do impasse, o ex-prefeito de Petrolina afirmou que aceitaria ser candidato ao Senado ao lado de Eduardo da Fonte e que essa possibilidade foi proposta não apenas na reunião da última segunda-feira (29), mas em outras ocasiões. "Por mim, eu topo", afirmou.
Contudo, Miguel acrescenta que caberá à governadora Raquel Lyra (PSD) decidir a composição da chapa. "Ela [Raquel Lyra] ofereceu essas duas vagas à federação. União aceitou. Se o PP fez suas reflexões e não aceitou, não cabe ao União dar pitaco no PP".
Impasse
Após reunião da executiva estadual da Federação União Progressista, realizada no Recife, na manhã da última segunda-feira (29), Eduardo da Fonte anunciou, por meio das redes sociais, que havia sido oficializado como pré-candidato ao Senado. Segundo o parlamentar, a decisão foi aprovada pela executiva estadual e representa um passo importante para consolidar sua candidatura. "Isso é um indicativo muito importante, consistente e que consolida a nossa pré-candidatura ao Senado Federal."



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