A defesa de Marcelo da Silva, réu pelo assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, pediu à Justiça de Pernambuco a transferência do julgamento do Tribunal do Júri de Petrolina para o Recife

A defesa de Marcelo da Silva, réu pelo assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, pediu à Justiça de Pernambuco a transferência do julgamento do Tribunal do Júri de Petrolina para o Recife

A defesa de Marcelo da Silva, réu pelo assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, pediu à Justiça de Pernambuco a transferência do julgamento do Tribunal do Júri de Petrolina para o Recife sob o argumento de que a trajetória política de Lucinha Mota, mãe da vítima, compromete a imparcialidade do Conselho de Sentença.

Segundo o advogado Rafael Nunes, a possibilidade de apoiadores e eleitores de Lucinha Mota integrarem o grupo de jurados cria um cenário de “pré-julgamento” do acusado. O pedido de desaforamento, protocolado na última semana, também sustenta que há risco à integridade física do réu e dos advogados caso o julgamento seja realizado na cidade onde o crime ocorreu.

A defesa afirma que não existem condições para a realização de um julgamento imparcial em Petrolina. De acordo com o advogado Rafael Nunes, a atuação política de Lucinha e a mobilização popular em torno do caso influenciaram a percepção da população sobre o processo.

“A defesa de Marcelo da Silva entende que existem, sim, riscos de que o Tribunal do Júri seja realizado em Petrolina. Há risco à integridade física do meu cliente, pelas questões colocadas na peça, bem como também o entendimento dos jurados, que já está contaminado pela forma como a mãe da vítima se tornou política”, afirmou.

Na avaliação do advogado, a atuação eleitoral de Lucinha pode refletir diretamente na composição do Conselho de Sentença.

“Seus eleitores podem cair ali. Ela se tornou vereadora, então [são] muitos votos, muitos seguidores na região. Certamente o Conselho de Sentença pode ser composto por admiradores e simpatizantes da questão política e pessoas que acompanharam e têm um pré-julgamento.”

No pedido encaminhado ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, a defesa relata que episódios ocorridos durante as audiências de instrução, realizadas em novembro e dezembro de 2022, evidenciaram um ambiente de hostilidade em torno do processo. O pedido fala em “risco concreto à integridade física do acusado e dos próprios advogados constituídos, decorrentes da comoção popular gerada pelo caso.”

Segundo a defesa, foi necessário o acionamento da Polícia Militar para conter os ânimos e evitar agressões 

fonte

Jornal Ação Popular